Quem somos · Plano de Desenvolvimento Estratégico
Sobre o CPE
Apresentação
O Centro de Produção do Espaço (CPE) foi fundado em abril de 2019 como parte do plano de pesquisa científica da então Facultad de Arquitectura, Diseño y Construcción da Universidad de Las Américas, liderada por sua decana María Adelina Gatica. Leva o nome da teoria da produção do espaço de Henri Lefebvre (1974), segundo a qual a sociedade produz o espaço e o espaço é socialmente produzido, por meio de relações interdependentes entre práticas espaciais, representações do espaço e experiências socioespaciais.
Essa interconexão alimenta uma prática disciplinar que reflete criticamente sobre a sociedade e, ao mesmo tempo, atua no terreno com comunidades, políticas públicas e o setor privado — com o atrito do real. O CPE nasceu como complemento científico (artigos e fundos de pesquisa) ao Núcleo Lenguaje y Creación, mais voltado a processos criativos nas fronteiras disciplinares. Desde 2022 o CPE está formalmente constituído como Núcleo de Pesquisa, mantendo a marca CPE, reconhecida nacional e internacionalmente como um espaço de produção científica de relevância pública em temas socioespaciais.
Visão
Em um contexto em que as políticas públicas e a opinião geral são frequentemente influenciadas por interesses econômicos e políticos, o CPE se compromete a manter uma independência intelectual rigorosa, construindo uma barreira em relação ao setor privado e partidário. O centro enfatiza a adesão ao método científico, utilizando metodologias validadas e desenvolvendo novas técnicas de análise baseadas em teorizações coerentes com os objetivos de pesquisa. Buscamos produzir achados que rompam paradigmas: para isso é preciso assumir riscos metodológicos, mas nunca riscos éticos.
Em linha com a visão da Academia Espacial, o CPE se posiciona como um espaço de reflexão crítica e produção de conhecimento que desafia os paradigmas tradicionais e busca soluções inéditas para os desafios contemporâneos da urbanização, da desigualdade social e das dinâmicas espaciais.
Missão
Avançar na compreensão dos fenômenos socioespaciais por meio do uso rigoroso do método científico e de uma ética de pesquisa que assegure a independência intelectual e a objetividade. O CPE promove a pesquisa em socioecologia, design, análise socioespacial, etnografia arquitetônica e tecnologias aplicadas, com enfoque crítico e metodologicamente robusto, para produzir conhecimento útil que permita reimaginar e refazer os espaços e práticas urbanas, contribuindo para o bem comum e para o desenvolvimento sustentável e equitativo de nossas cidades e sociedades.
Linhas de pesquisa
As linhas do CPE se organizam segundo a tríade lefebvriana da produção do espaço:
- O espaço social percebido (o prático): o espaço físico e tangível das atividades cotidianas e das práticas materiais — infraestrutura, projeto arquitetônico, construção e tecnologias materiais, diretamente observáveis no ambiente construído.
- O espaço social concebido (o representado): as representações abstratas e conceituais do espaço produzidas por economistas, advogados, geógrafos, sociólogos, planejadores e arquitetos — leis, plantas, regulamentos, estatísticas e mapas que conceituam como o espaço deve ser e ser ocupado.
- O espaço social vivido (o experimentado): como as pessoas experimentam e dão sentido ao espaço em seu cotidiano — práticas sociais, simbologias e significados culturais, coletados por meio de técnicas ecológicas, sociológicas e antropológicas.
Objetivo geral
Consolidar o Núcleo de Pesquisa Centro de Produção do Espaço como uma referência na pesquisa científica e crítica sobre fenômenos socioespaciais, promovendo a excelência acadêmica, a inovação metodológica e o compromisso ético, a fim de contribuir para o desenvolvimento sustentável e equitativo de nossas cidades e sociedades.
Objetivos estratégicos
- Fomentar a excelência na pesquisa científicaPublicar pesquisas de alta qualidade em revistas de prestígio internacional.
- Desenvolver novas metodologias e técnicas de análiseEstabelecer o CPE como líder em inovação metodológica em estudos socioespaciais.
- Assegurar a independência intelectual e éticaManter um alto padrão ético e de independência em todas as atividades de pesquisa.
- Fortalecer a infraestrutura e os recursos do núcleoMelhorar os recursos disponíveis para a pesquisa.
- Ampliar a rede de colaborações acadêmicas e científicasEstabelecer alianças estratégicas com instituições que compartilhem o olhar ético do CPE.
- Aumentar a visibilidade e a difusão dos resultadosAumentar a presença do CPE na comunidade científica e em veículos de prestígio.
- Impactar positivamente as políticas públicas e a sociedadeContribuir para a formulação de políticas públicas informadas e baseadas em evidências.
- Promover a formação e capacitação de pesquisadoresDesenvolver as capacidades e habilidades da equipe, apoiando a formação doutoral e pós-doutoral.
- Fomentar a pesquisa interdisciplinar e críticaAbordar os problemas socioespaciais a partir de múltiplas perspectivas e enfoques críticos.
- Melhorar a gestão e a organização do núcleoOtimizar a estrutura organizativa e os processos administrativos do CPE.
O CPE em números (2019–2024)
Independência intelectual e ética
O financiamento privado da pesquisa no Chile frequentemente provém de grupos com interesses particulares nos resultados, o que pode comprometer a independência e a objetividade dos estudos. Por isso, o CPE evita financiamento privado que possa condicionar a direção ou os resultados de suas pesquisas, dialogando com os diferentes grupos de interesse a partir de uma posição de total autonomia. A ética é o pilar do nosso trabalho de pesquisa: é justamente essa integridade que nos permite explorar livremente novas ideias, teorias e enfoques capazes de transformar nossas disciplinas e a sociedade.
Incidência pública
O CPE contribuiu para a formulação de políticas públicas baseadas em evidências: participação em sessões do Congresso Nacional sobre a lei de integração social e a regulação dos direitos de água; apresentação à Convenção Constitucional sobre o direito à cidade e a financeirização da moradia; assessoria ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Territorial e à direção jurídica do MINVU; participação no Diálogo Nacional pela Moradia e a Cidade (base do Plano de Emergência Habitacional); e assessoria ao Governo Regional Metropolitano de Santiago em melhoria urbana e territorial.
Redes de colaboração
- Instituto de Economía Aplicada Regional, Universidad Católica del Norte — Martín Arias-Loyola.
- Escuela de Arquitectura, Universidad San Sebastián — Carlos Aguirre-Nuñez y Ricardo Greene.
- CEDEUS y Nexo Muva, Pontificia Universidad Católica de Chile — Felipe Encinas.
- Politecnico di Torino y University College London — Camillo Boano.
- Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Barcelona — Carlos Marmolejo-Duarte.
- Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Madrid — Enrique Espinosa.
- Escuela de Arquitectura, Universidad de Alicante — Enrique Nieto.
- Consejo Nacional de Desarrollo Territorial y Centro de Estudios del MINVU.
Equipe
- Diretor: Dr. José Francisco Vergara-Perucich.
- Subdiretor: José Abásolo-Llaría.
- Pesquisadores associados: Carlos Aguirre-Nuñez, Francisca Cancino-Contreras, Juan Correa-Parra.
- Assistentes de pesquisa: Felipe Ulloa-León, Josefina Ulloa.
- Colaboradores: Ricardo Greene, Leslie Landaeta-Díaz, Martín Arias-Loyola, Camillo Boano, Felipe Encinas, entre outros.
Contato
Direção: Dr. José Francisco Vergara-Perucich · jvergara@udla.cl
Instagram: @cpe.udla
Facultad de Arquitectura, Animación, Diseño y Construcción, Universidad de Las Américas, Providencia, Santiago do Chile.